Certa vez, estava em uma aula do mestrado, da disciplina de Análise de Sistemas, e o professor perguntou quem na turma trabalhava com Computação Gráfica. Eu era o único.
Já prevendo uma pergunta canalha, fiquei calado, na esperança que ele achasse que ninguém fosse da área. Eis que me apontam. Tive que responder à pergunta, realmente canalha.
Ele perguntou quais eram as primitivas da Computação Gráfica. Assim mesmo. Fiquei confuso, não sabia ao certo o que ele quis dizer. Estava longe de adivinhar que ele queria saber dos sólidos primitivos. Ele começou a dizer e eu entendi o que ele queria. Na verdade, ele disse todas menos uma, que eu completei. Segundo ele (segundo ele!), eram: cubo, esfera, cilindro e cone.
Agora pense naquelas personagens de jogos altamente mirabolantes. Será que só com esses quatro sólidos dá para fazer todas aquelas formas orgânicas? Pode até ser que sim, mas vai dar um trabalho de corno. Eu não tentaria.
Só um parênteses: eu só uso a palavra “personagem” no feminino, portanto não estranhem.
Mas voltando. Então como elas são desenhadas? Provavelmente o método mais utilizado é o de escultura. Sim, escultura, como se faz com pedra, cinzel e martelo. Só que as ferramentas são bem diferentes e, claro, virtuais. Mas o processo é semelhante, com a exceção que na escultura real, somente se retira material, enquanto nesta há a possibilidade de “acrescentar” formas ao modelo.
É um processo muito bonito de se ver. Acompanhe no vídeo a seguir a criação de algumas personagens cheias de curvas, reentrâncias e com caretas não tão bonitas de se ver.
Já conhecia mais ou menos o processo quando tentava aprender a fazer modelos no Blender. Não conheço essa ferramenta (Sculptris), mas parece ser muito boa.
Eu fiquei besta.





























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